Z. Mutt (Horse Head Cutters)

Com cerca de nove anos de existência, os Horse Head Cutters são das bandas mais interessantes a dar cartas no panorama musical de Leiria. Quem vê ao vivo não esquece, e quem não viu é para esquecer. São eles Z.Mutt na voz, Dirty Gomez no baixo, Pedro Costa na guitarra e Paulo Ladeiras na bateria. Os seus concertos primam por uma energia e excentricidades épicas, dignas de Hall of Fame do Rock, aliadas ao facto de todos serem músicos virtuosos como o caraças.

Fã de filmes da Disney, acanhado por natureza e dono de uma identidade musical inigualável, Z. Mutt aceitou responder a umas perguntas sobre o seu percurso artístico, fazendo-nos descobrir o que move uma estrela do Rock.

10366236_684826171572144_8996130977296907102_nFotografia de Tiago Cardoso

Antes de mais, quem é o Z. Mutt?

O “Z” vem de Zé, sendo que tudo começa no R. Mutt de 1917, o Urinol de Duchamp.

Então não tem nada a ver com rafeiro (Mutt)?

Percebi que podia ter a ver com isso, e a cena conjugou, mas inicialmente surge com a assinatura do urinol, onde troquei o “R” pelo “Z”.

Quem foram as tuas influências?

Quando comecei mesmo a ouvir música a sério foi Marilyn Manson.  Mas quando era um puto mesmo pequenino, ouvia os CD’s da minha mãe e da minha irmã mais velha – Queen, Doors, Oasis. Depois passou a Nine Inch Nails, Marilyn Manson, coisas desse género. Hard Rock, como faço agora, só comecei a ouvir mais tarde. Só quando comecei a tocar com eles (HHC) é que comecei a ouvir aquilo. Era o que ouviam e o que tocavam. Éramos amigos, e eu queria fazer uma banda com eles.

O que é que eles ouviam?

Os clássicos. Deep Purple, Led Zeppelin. Na altura para mim isso eram tudo cowboys, motoqueiros e camionistas, eu não ligava nenhuma àquilo. A minha maneira de cantar destoava completamente do pessoal todo da banda, então comecei a ouvir aquilo para me integrar um bocadinho mais com o pessoal e comecei a curtir. Agora, são das minhas bandas favoritas.

O sucesso dos Horse Head Cutters tem estado a aumentar significativamente. Ganharam um concurso de bandas em Coimbra, lançaram um EP e um videoclip homónimos, “Slaves of Sound”.

Acho que o sucesso tem aumentado muito devagarinho. Estamos prestes a lançar o videoclip do tema “Snuff Movie”, que sai esta quinta-feira na Preguiça Magazine. Quanto ao concurso… Foi um processo longo, com algumas viagens e algum cansaço no final de semanas de trabalho. No final, felizmente ganhámos e podemos comprar um guitarrão para o Pedro.

Fala-me sobre o projecto – os Horse Head Cutters.

Começámos no Hard Rock e era mesmo isso que queríamos. Cada vez mais a coisa está a evoluir para outros caminhos, porque estamos a incluir a nossa personalidade e a ouvir outras coisas. Inicialmente eram dois guitarristas e agora é só um. Eu comecei a tocar piano. Dou só uns toquezinhos, para fazer a música crescer um bocadinho, mas ainda tenho de aprender muito. Sempre temos mais possibilidades em termos musicais.

10429417_684826041572157_8222818150947993611_nFotografia de Tiago Cardoso

Além do lançamento do segundo videoclip, o que têm mais na calha?

Tivemos uma altura com muitos concertos. Tínhamos planeado gravar um álbum no final deste ano, mas como tivemos tantos concertos – e ainda bem – cagámos um bocado nisso.  Ensaiar é só ao fim-de-semana, e trabalhamos todos, pelo que se torna complicado.

Que achas do Hard Rock que se faz em Leiria?

Temos os Born a Lion, da Marinha Grande, e os Stone Dead de Alcobaça, mais na nossa onda. Smashing como o caralho.

Estive num concerto vosso recentemente, e acho que qualquer pessoa fica tolinha com a qualidade musical de todos os membros da banda. No entanto, há algo que se destaca – a tua teatral performance em palco. Há uma transformação quando cantas?

Completamente. Entre amigos sou o Zé, quando vou para o palco sou o Z Mutt. Quero é esquecer quem eu sou e todos os problemas  que tenho. Sou um gajo um bocado tímido, mas quando vou para o palco é mesmo… Em vez de passar a semana a chorar, vou para o palco e passo-me da cabeça. E é muito pela escola que eu tenho- Marilyn Manson, que é outro animal em palco. Freddy Mercury também. Todos têm essa cena comum, quando chegam ao palco dão tudo. É a nossa cena. Está cá dentro, mas é preciso ir para o palco para a soltar.

 horse-head-cutters_1Fotografia de Ricardo Graça

Horse Head Cutters

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