Les Crazy Coconuts

Os Les Crazy Coconuts primam pela diferença – são uma banda de originais com “a bailarina mais linda”. Adriana Jaulino, Gil Jerónimo, Tiago Domingues e Hugo Domingues provaram ser a fruta mais louca de Leiria, numa noite em que se degustaram cervejas artesanais e se teceram elogios às Destiny’s Child.

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De onde surgiu a ideia usar um formato tão original?

Adriana: Foi da minha cabeça, pois claro. Isto acontece quando uma pessoa desempregada não tem nada para fazer e se lembra de fazer uma banda sem saber tocar nada. Apanhei o Tiago a jeito e disse-lhe que íamos ter uma banda – “Eu faço sapateado, tu tocas bateria, vai ser a cena mais fixe de sempre e vamos ser bué famosos”. Até ver, ainda nada bateu errado, só falta a parte do “bué”! Como precisávamos de melodia (ainda só tínhamos percussão), chamámos o Gil, que é um gadget multifunções. O Hugo comprometeu-se a carregar e a descarregar material, então entrou na banda também.

Hugo: Eu achei que eles precisavam de um baixo e foi assim que entrei.

Como acham que o facto de a Adriana fazer sapateado afecta a receptividade do público ao vosso projecto?

Adriana: Pá, com umas pernas destas?!

Gil: É mesmo a Adriana que faz a banda. Toda a gente está habituada a ver a bateria, o baixo, a guitarra, a voz, os sintetizadores, etc.

Adriana: Depois aparece uma rapariga toda gira e o pessoal passa-se!

Hugo: É completamente diferente ter uma pessoa a fazer sapateado e a dançar. Parte tudo um bocado dela, nós só estamos a apoiar.

Adriana: Hoje em dia é muito fácil ter uma banda. Quando aparece um elemento diferente numa banda que cativa, as pessoas acabam por ficar. Quando vou ver um concerto e não vejo nada de novo em palco, acabo por virar as costas e conversar com alguém. Quando vejo uma banda com presença e movimentação em palco, prende-me o olhar.

Hugo: é isso que acontece connosco, o público foca-se na Adriana. E por nós é na boa!

Gil: Com este formato conseguimos chegar a muito mais público. Uma pessoa pode nem gostar do nosso estilo de música, mas o elemento diferenciador cativa mais pessoas.

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Como é que, na prática, se integra o sapateado na composição musical?

Adriana: Numa fase inicial optámos por simplificar o sapateado. Preferimos fazer algo simples e com mais impacto do que fazer passos muito elaborados. Metade ter-se-ia perdido pelo caminho porque há outros instrumentos em palco. Nunca compomos músicas da mesma maneira. Às vezes eu faço um som com os pés, eles acham piada e fazem outras coisas. Outras vezes começa o Tiago na bateria e depois nós completamos, às vezes é o Gil que começa. Nunca é igual.

Adriana, como uma mulher lindíssima em palco, já tiveste episódios desconfortáveis?

Adriana: Para mim nada é desconfortável. Já ouvi de tudo: “Eu vi-lhe as cuecas!”. Não viste nada, são calções. A partir do momento em que uma pessoa escolhe expor-se num palco, tem de estar à espera de comentários bons e maus. Quem quer vê. Quem não quer, vê na mesma!

Gil: Este ano fomos tocar às festas do Santo da Bajouca e, quando acabámos o concerto, vieram dizer-me que era o último ano que lá tocava. Não percebi o porquê daquilo até me dizerem que a Adriana podia ter ido mais vestida. A banda anterior tinha estado a tocar músicas de igreja, o que também ajudou.

Os Les Crazy Coconuts ficaram, recentemente, em segundo lugar no festival Termómetro. Como foi essa experiência?

Gil: Foi justo. Comparados com a banda que ganhou, éramos todos amadores. Os vencedores eram mesmo muito bons, não havia nenhum defeito a apontar. Mesmo sem alguns problemas técnicos que tivemos, acredito que teríamos ficado em segundo lugar. Mereceram ganhar!

Do vosso percurso até agora, que histórias engraçadas já existem?

Adriana: Já tivemos de pedir a um segurança para empurrar a carrinha no meio de Lisboa. Uma vez fomos fazer uma publicidade e disseram-me que éramos muito fixes e tal, mas que eu devia usar um decote maior.

Tiago: Já fomos expulsos do backstage por andar dentro de um carrinho de compras. Convidados a sair, vá.

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O que podemos esperar dos Les Crazy Coconuts para 2015?

Adriana: Tudo!

Gil: Podem esperar a Adriana mais despida em palco, mas não na Bajouca.

Adriana: Não sabemos até que ponto um álbum nos valoriza, porque somos uma banda para ver ao vivo.

Gil: Talvez apostar em merchandising: um relógio em que os ponteiros são as pernas da Adriana.

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