LOW TORQUE

LOW TORQUE, banda de rock musculado fundada em Palmela no ano de 2010, não é para meninos nem se recomenda a cardíacos. André Teixeira, Arlindo Cardoso, Miguel Rita e David Pais (em substituição do vocalista Marco Resende) actuaram na Hard Sessions #07 e provaram que a boa música prima pela aceleração, mas que a vida deve ser levada “no relax”. Consigo trouxeram o seu segundo álbum – “Croatoan” – um agregado de horror stories desmistificado em conversa com Moonspire.

11072391_10203852660093270_584180741_n                                                                   Fotografia de Tobel Lopes

O nome do vosso segundo álbum refere-se a uma misteriosa lenda. Podem explicá-la?

Croatoan refere-se a uma colónia inglesa que desapareceu misteriosamente. O álbum tem várias “personagens” que podem ser responsáveis por esse desaparecimento. Lançámos essas personagens como possíveis suspeitos, são uns sacanas lixados que podem ter feito desaparecer os habitantes da colónia. Damos essas pistas durante o álbum.

De que forma é que esta tenebrosa história inspirou o álbum?

Tem a ver com o facto de sermos todos fãs de horror stories. Quando delineámos a temática do álbum, o Marco Resende (vocalista) escolheu os temas e as personagens. A temática já estava definida, mas para um vocalista é sempre mais fácil escolher os temas. Ele escolheu as personagens e nós aprovámos.

O que é que, na vossa óptica, diferencia este trabalho do vosso álbum de estreia, Low 7orqu3?

Está menos imediato. Ainda não havia uma identidade própria no primeiro álbum. O André começou a compor um projecto ainda sem vocalista. Na altura, era um projecto de rock apenas instrumental e foi tudo feito para pôr a banda na estrada, em 2010. Em 2012 gravámos o primeiro disco, Low 7orqu3.

O primeiro disco foi menos pensado, enquanto que Croatoan foi muito mais ponderado. Reflecte mais o que a banda é, ou o que queremos transmitir para o público, e os temas foram trabalhados de forma mais coesa. Quando se ouve, já só soa a Low Torque.

A vossa tour começou na sexta-feira 13 em que lançaram o álbum e já teve paragens em várias cidades portuguesas, mas também em Espanha. Como está o público a receber Croatoan?

A experiência está a ser extremamente gratificante em termos de reacção. No final dos concertos, o público vem ter connosco a dizer que adorou o concerto – as malhas, a nossa dedicação em palco – o que é muito gratificante. Em Espanha há um público diferente, o que abriu as portas para tocarmos lá mais vezes no futuro. Pondo tudo isto, tem sido uma tour excepcional.

Para quando podemos esperar o próximo trabalho, ou ainda é muito cedo para falar sobre isso?

Não é muito cedo. Somos uma banda muito activa, felizmente temos dois produtores na banda (André e Arlindo). Temos estúdio e tudo o que precisamos para trabalhar, não dependemos de ninguém. Portanto, muito em breve vamos anunciar um novo trabalho. Ainda temos que promover este, que ainda tem muito sumo para dar, mas a banda planeia lançar discos de 2 em 2 anos. Se correr tudo bem, o próximo será em 2017. Devemos começar a gravar para o ano e temos essa facilidade de sermos independentes na produção.

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O nome da banda remete-nos para os muscle cars e suponho que a expressão “Low” se refira ao vosso tipo de som. Qual a origem deste nome?

Normalmente, as pessoas perguntam-se – sendo que se tratam de muscle cars – porque não High Torque? Como temos um som down, com uma afinação grave, mas na mesma com músculo, Low Torque foi a escolha. Também porque o nome é uma metáfora para um estado de espírito – levar a vida mais no relax – quando um gajo está muito High Torque as coisas não correm bem. É uma pequena contradição, feita de propósito.

Existem histórias engraçadas da tour que possam partilhar com os leitores?

Na primeira noite da tour fomos tocar a Coruña e fizemos reservas num hotel. Infelizmente, calhou numa data em que o rei de Espanha estava nessa zona. Estava planeado ir para lá depois do concerto, pois no dia seguinte tocávamos em Paços de Ferreira e ainda são quase 400 km de viagem. Foi-nos impedida a passagem porque as ruas estavam todas fechadas, e não podíamos sequer ir para o hotel. Decidimos então pegar no carro, voltar para Paços de Ferreira nessa noite e procurar um hotel para descansarmos, o que não aconteceu. Passámos a noite toda no carro, o André teve de dormir no chão e começou a chover-lhe em cima. Felizmente apareceu, passada meia-hora, o Pedro Preto – que é dono do Canecas Bar – e gentilmente cedeu o bar para pernoitarmos. Dormimos nuns bancos corridos almofadados, que eram bem mais confortáveis.

Qual o balanço da vossa experiência nas Hard Sessions #07?

O Hard#7 superou todas as nossas expectativas. Fomos super bem recebidos pel’Os Vizinhos e tivemos uma casa em grande! Esperamos repetir.

LT @ bandcamp

 LT @ facebook

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