Catacombe

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De Vale de Cambra para o mundo, os Catacombe vigoram o panorama Post-Rock. O seu terceiro álbum, Quidam, foi o trabalho preferido pelo público até agora e evidencia a qualidade do quarteto através de sonoridades suaves que transitam, explosivamente, para o peso que qualquer apreciador do género exige. O seu trabalho já foi classificado como “o encontro do post-rock com o fado”. Pedro Sousa, guitarrista e fundador do grupo que partilha com Gil Cerqueira, Filipe Ferreira e Pedro Melo Alves, esclareceu as dúvidas dos leitores Moonspire. Os fadistas que se cuidem.  

Como surgiu este projecto?
Catacombe nasceu em Vale de Cambra – num quarto transformado em homestudio – com uma guitarra, pedais e um “caderno de memórias”.

Porquê este nome?
O nome é apenas uma espécie de homenagem a um local onde ensaiei e convivi com bons amigos (durante uns oito anos), local esse que denominávamos de “Catacumbas”.

Como é a vossa dinâmica de criação?
Actualmente, e à semelhança do que fizemos no ultimo álbum, o processo de composição passa todo pela sala de ensaio, onde todos têm uma participação activa na criação de novos temas. Uma vez por outra levam-se ideias de casa, mas acabam quase sempre numa metamorfose na sala de ensaio.

O que acham do Post-Rock feito em Portugal?
Existe qualidade e diversidade no Post-Rock feito cá, apesar de que Portugal não é propriamente um país onde este género musical tem uma posição muito demarcada. Geograficamente falando, também não é fácil. Estamos num dos extremos da Europa, algo longe de países onde o post-rock reúne melhores condições e fãs. Isso dificulta um pouco a divulgação e passo das bandas se atirarem à estrada em tours europeias.

O que é os Catacombe trazem de diferente ao panorama Post-Rock nacional?
Sei lá.. sermos os gajos mais bonitos a praticar post-rock em Portugal? (risos)
Agora a sério… Penso que Catacombe conseguiu, desde o início, ter uma identidade própria, fugindo um pouco ao que outras bandas faziam/fazem por cá. Temos um som nosso e que já nos identifica, mesmo com registos algo diferentes como Memoirs, Kinetic e Quidam. Deixo aqui uma descrição bem curiosa sobre nós (que até utilizamos na bio da banda), partilhada por um fã Italiano quando saiu a edição especial do Memoirs: “When post-rock meets fado”.

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Como tem o público reagido a Quidam?
Muito bem. De todos os nossos discos, o Quidam foi o mais bem recebido pelo público, principalmente fora de Portugal (onde o número de pessoas que nos seguem e compram os discos cresceu exponencialmente).

O que podemos esperar do futuro de Catacombe?
Melhor que o futuro do país e resultado das próximas eleições, espero!
Podem esperar um novo álbum em 2016 (num vinil bonitinho), muitos concertos pelas nossas cidades, e ver se finalmente conseguimos ir para fora em tour, visto que das vezes anteriores que o planeámos nos foi impossível fazê-lo (pelos mais diversos motivos).

Existe alguma história de estrada engraçada que possas partilhar?
Não sendo propriamente história de estrada, uma das situações mais engraçadas que vivemos foi, aquando de um ensaio na véspera do Amplifest 2013 (no emblemático C.C.Stop), um Australiano nos bateu à porta da sala, dizendo que já se encontrava há algum tempo do lado de fora a ouvir-nos e que gostaria de entrar e assistir ao ensaio. Já dentro da nossa sala, só posso dizer que a forma como o rapaz sentiu e dançou a nossa música foi das cenas mais caricatas de que me lembro, só talvez comparável a ver um Diabo da Tasmânia sob o efeito de ácidos a dançar ao nosso som.

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