EMMA

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Estão na fase de pós-produção do seu primeiro álbum – All The Colours of Madness – uma história conceptual sobre um cego que analisa o conceito de cor para qualificar a loucura do mundo. EMMA, grupo de Setúbal que pinta em Rock Progressivo, conversaram com Moonspire e explicaram o arco-íris do seu primeiro trabalho que, nas duas cores disponíveis, já se revela bastante promissor.
 
Qual a origem deste projecto?
O projecto surgiu porque os ex-membros da banda Mothership, o Nuno, o Vasco e o João, tinham vontade de voltar a tocar – desta vez, um estilo que não fosse muito pesado. Houve sempre um grande amor pelo Rock Progressivo e por álbuns conceptuais, por isso, juntámo-nos para aliar esses gostos e tentar fazer um projecto mais maduro que o anterior. Mais tarde, para solidificar o som, o Pedro e o Diogo juntaram-se a nós.
De onde vem a inspiração para o nome do grupo?
É um segredo muito bem guardado… Digamos apenas que a Emma é alguém que faz parte das nossas vidas! E que é um nome muito bonito!
Qual é, na vossa óptica, a situação actual do Rock Progressivo em Portugal?
Achamos que o estilo tem um pouco menos de saída em Portugal que noutros sítios, mas continua a ser um género pouco ouvido. Ultimamente há uma vaga maior de música progressiva no mundo, sempre virada para a sonoridade psicadélica – não é o nosso caso, somos mais teatrais que qualquer outra coisa… Talvez isso contribua para que seja difícil ouvir EMMA! (risos)
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Podem explicar o conceito do vosso primeiro trabalho – All The Colours of Madness?
É a história de um cego que, como não conhece as cores, tenta analisá-las por sentimentos para poder concluir se o mundo é tão louco como o caos de sons que ouve. O mote do albúm é a esperança – o nosso primeiro single –Green – repete-se melodicamente algumas vezes durante outras músicas e simboliza a vontade do personagem, não só de algum dia poder ver, como também de poder dizer com certezas de que o mundo não é louco. Se as cores que ele analisa são as cores que pintam o mundo, e se consegue dizer que cada uma delas simboliza a loucura, então ele próprio é louco. Em termos práticos, quisemos usar esta ideia também para que pudéssemos viajar por muitos géneros musicais diferentes dentro do mesmo albúm – foi um óptimo desafio ter que criar uma sonoridade diferente para cores diferentes.
O trabalho de The Dear Hunter – The Color Spectrum – The Complete Collection – influenciou-vos de alguma maneira na criação deste álbum?
Tem imensa piada que refiras isso! Hoje em dia somos grandes fãs de The Dear Hunter. Mas a verdade é que na altura em que começámos (quando ainda não tínhamos o Diogo e o Pedro na banda), não os conhecíamos muito bem. Quando o Diogo chegou à banda, apontou-nos que The Dear Hunter já tinha feito algo semelhante com cores – quase que tivemos para desistir da ideia! Mas como o nosso trabalho é só um álbum e o deles é de uma megalomania incomparável, com 4 músicas para cada cor, achámos que não nos levariam a mal. O Color Spectrum, especificamente, não é uma das maiores influências – The Dear Hunter, generalizando, é sim uma grande influência para nós, especialmente nas vocais!
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Já existem histórias de estrada engraçadas que possam partilhar?
Por exemplo, em Viseu, depois do concerto, deram-nos de dormir na antiga sede de um jornal regional! Era um edifício gigante e velho, cheio de pó, buracos nas paredes e provavelmente ratos e outras criaturas! Quando nos mostraram os nossos quartos, pediram-nos que fizéssemos pouco barulho, pois estava um velhote a dormir num quarto ao lado… até hoje, não sabemos bem porquê! Mas escusado será dizer que foi uma noite mesmo assustadora, tipo filme de terror.
O que se segue no percurso dos EMMA?
Agora o objectivo principal é, com certeza, lançar o álbum, que estará à borla na Internet, para tentar espalhar ao máximo as nossas músicas! Entretanto, como já está gravado, já estamos a trabalhar num novo álbum conceptual – estamos a apontar para ter uma sonoridade menos flutuante e mais centrada num determinado estilo, e numa história menos abstracta.

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