Morphing Treeman

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Morphing Treeman, a jovem banda de Leiria sem relação com Morgan Freeman, possui uma sonoridade Math Rock que tem surpreendido os presentes nos seus concertos. Focados no género alternativo, Hélio Valentim, Diogo Alexandre e João Rodrigues possuem um estilo fresco e inovador tanto na música como na abordagem à pilosidade corporal. Moonspire esteve à conversa com o Hélio, guitarrista dos Morphing Treeman, sobre o nascimento e o futuro desta equação musical.

O que é isso do Math Rock?

Acho que se pode dizer, muito resumidamente, que é um termo idiota e pretensioso para definir um tipo de rock menos tradicional. Na maioria dos casos, é pouco previsível ritmicamente e menos extravagante que o rock progressivo em termos de estrutura. Nós apenas assumimos este género para facilitar a ligação com o pessoal que gosta de música esquisita e complexa, acho que as bandas associadas a isto soam todas de forma bastante diferente umas das outras, e não há propriamente uma regra que defina sonicamente o género.

Como nasceu o projecto?

O projecto nasceu quando eu (Hélio) comecei a tocar mais guitarra em vez de baixo eléctrico e decidi falar com o Diogo, que toca bateria, para fazermos uma banda. Pouco tempo depois, convidei o João para tocar baixo e cantar e o resto é historia. Já tivemos um pianista e um vibrafonista em ocasiões diferentes, mas continuamos na busca do membro indicado para completar a banda.

O que deu origem a este nome? Existe alguma relação com o Morgan Freeman?

Não foi o Morgan Freeman, por incrível que pareça, ou talvez tenha sido subconscientemente! Foram duas palavras que me vieram a cabeça há coisa de uns 4 anos. Achei que seria um bom nome para uma banda que viesse a ter e acabei por usá-lo neste projecto.

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Como é a vossa dinâmica de composição?

Geralmente levo os temas já estruturados de casa e o resto do pessoal depois faz as suas partes (isto deve-se ao facto de eu compor compulsivamente). Também já aconteceu juntar-me com um ou outro membro da banda e irmos compondo em conjunto. Ocasionalmente, fazemos alterações significativas durante os ensaios. Temos muita dificuldade em decidir quando um tema está finalizado.

Quais são as vossas influências?

São bastantes! Nós ouvimos muita musica e, apesar de termos  gostos em comum, também há muita coisa que nos diferencia. Há três guitarristas em particular que me influenciam bastante na forma de tocar, são Yoshimasa Terui (ハイスイノナサ-haisuinonsa), Yvette Young (Covet) e Kunimitsu Takahashi (Osterreich/the cabs). O Diogo é um baterista de jazz e, como tal, as nossas baterias tendem a ir um pouco por esse caminho, nada de swing e coisas old school mas sim uma abordagem mais de fusão e de jazz contemporâneo. O João, apesar de ter um gosto bastante alargado, procura mais sons dentro do rock/metal progressivo mais actual, como The Mars Volta, Tool, Karnivool, Tim Lefebvre e Leprous.

Qual é, para vocês, o melhor projecto actual de Math Rock?

É-nos impossível responder a essa pergunta. (ハイスイノナサ)

ACOUS

Qual o lugar deste género no panorama musical português? Qual o seu futuro?

Ainda não vi muita gente a tocar este tipo de música em Portugal, mas não acredito que sejamos pioneiros nem nada do género.Não podemos prever o futuro, mas gostava que se fossem criando comunidades onde este tipo de musica é apreciado e com isto aparecessem mais bandas e eventos do género. Na Internet é muito fácil encontrar estas ditas comunidades, e tem sido por isso que temos conseguido criar laços com outras bandas e apreciadores deste tipo de som pelo mundo fora. É uma pena que estejamos todos tão longe uns dos outros!

Que histórias engraçadas podem partilhar com os leitores?

Numa das nossas primeiras viagens a Lisboa (para um ensaio) eu e o Diogo estávamos, curiosamente, a debater quem tinha mais pêlos no rabo. Entretanto, farto da discussão, o João parou numa estação de serviço, fez-nos sair do carro e baixar as calças enquanto tirava uma foto, para de uma vez por todas chegarmos a uma conclusão. Foi empate!

Outra história, não tão engraçada assim, foi durante o concerto no Montijo (numa parte em que o João toca sozinho e dá a entrada para o resto dos elementos), o amplificador de baixo deixou de funcionar e ficou um silêncio constrangedor no palco. Escusado será dizer que entrámos um pouco fora de tempo, mas no fim correu bem.

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